"A linguagem da emoção explode e arrebata da alma doces sentimentos, é como uma autópsia do coração, vaso por vaso sendo explorado".
(A origem do manuscrito também é um tema debatido. Acredita-se que ele tenha sido escrito entre o final do século XV e o início do século XVI, na Europa Central)
Para um escrito misterioso, me ocorreu escrever sobre algo que se procura em todo o Universo e, muitas vezes, se morre sem se achar a 'fórmula' para descobri-lo como se ele fosse escrito num idioma comparável aos hieróglifos e não no coração.
Num agrupamento mágico cheio de mistério, pessoas andavam perplexas procurando um grande tesouro escondido, se esbarravam sem complacência com os semelhantes. Atropelavam-se, desmedidamente, num desassossego semelhante à caça de pérolas negras no côncavo do oceano.
Olvidavam-se dos seus tributos frequentes em prol do tal enigma a atingir a ventura cabal.
Reuniram-se em grupos isolados nas cavernas negras das florestas, conservando tamanho sigilo a fim de descobrirem uma chave ou senha do tal patrimônio secreto para dar cabo à consternação da humanidade sedenta de afeto sincero.
Uma vez suspeitado que se tinha conseguido algum resquício verídico, corriam em campo magnético com egoísmo para salvar a sua parte e serem os únicos a desfrutarem do regozijo final. Cada um deslocava-se por si, rumo ao paraíso do amor.
A incógnita era estranha, num idioma nada universal, passavam pelos bosques e se perdiam num labirinto cada vez mais impenetrável.
Estranhavam-se entre si, defrontavam-se e quase se digladiavam, ao final do labirinto em que adentravam no intuito da descoberta afinal cada vez mais distante e defraudada.
Emaranhavam-se num abismo profundo, cegos de desejos vários e não altruístas.
A charada era clara aos fortes e corajosos somente...
"O Amor nos dá iluminação. É Luz que brilha na escuridão. Torna a todos que se entregam a ele, pessoas generosas, largas de coração."
Nunca vou deixar de acreditar que seja possível. Depende de nós fazermos a nossa parte, com sinceridade de coração e sei que você, como eu, somos assim.
Por outro lado, compreendo sua preocupação tão, aos nossos olhos, gritante"...
Não ama só se lhe apraz,
Somente se lhe satisfaz.
Não é Amor de conveniência,
Enriquece na convivência.
Enobrece o seu desenrolar,
Mantém-se fiel ao coração,
Tem horizonte não protocolar,
Haja sensatez e boa moção!
Segue seu curso com elo, Dá vazão a todo seu anelo. Sobrepõe as divergências, Assume as consequências.
No puro desejo de satisfazer Um ao outro com todo prazer, É saciada pelos dois, milagre! Nunca o egoísmo a frague!