Seria uma vez uma Cinderela, vivia independente, sem rótulos, empoderada ela era.
Sua vizinhança era de homens grandes, nada pequeninos, de imenso valor.
Não vivia à mercê de um principe encantado, tinha seu próprio sustento e só abandonaria sua paz interior, se realmente valesse a pena.
Tinha maturidade para não se deixar engambelar por qualquer um.
Não sentia prazer em bens materiais e nenhum castelo a iludia.
Tudo que fazia era para seu própio prazer benfazejo. Não almejava grandezas e era conformada com sua vida em todos os sentidos, pois dependia da Duvina Providência.
Os amigos que lhe rodeavam eram como ela, resolutos, sem dependência ou apego. Há muito que trabalhava nos afetos desordenados.
Nada a iludia mais, sabia bem como era a vida, sua carruagem era a transparênia dos seus sentimentos.
Era uma mulher, não uma princesa, intensa e carinhosa sempre.
Não tinha floresta encantada ao redor, mas os pássaros lhe vinham cantar bem pertinho, a seguiam por onde passava.
Vivia feliz para sempre em seu mundo mágico de literatura e paz.
"Quando as lágrimas que escorrem em meu rosto secarem, o azul do céu e o verde da natureza retomarem espaço no lugar do vermelho que há em meus olhos, pode ter certeza que terei te esquecido".
O amor é gratuito
lindo e incondicional...
É mesmo especial,
ímpar, muito inusitado...
Sonhar com coisas boas
É mundo dos amantes.
Pode acontecer com a força
da nossa bondade.
Oferta-se a todos seres
viventes, tementes...
Pessoas bondosas amam
generosamente.
São assim lindas de alma,
poucas, ainda existem...
"A Suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é.
Tu és o prado onde descanso os meus olhos Tu és o prado no veludo dos meus pés Tu és o prado, puro verde sem abrolhos Tu és o prado, mar verde sem marés.
Atravessem a ponte da felicidade comigo, passo a passo ou a passos largos, imaginando a felicidade que sentirão ao encontrarem o amor ou a serem encontrados por ele...
Toc, toc, toc, qual poeta vai bater à porta?
Estou aqui esperando a cada amigo poeta, entre flores e perfumes.
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A caixinha do chá está à disposição dos convivas... têm os nacionais e os importados, a gosto dos queridos amigos poetas.
Eis os saborosos biscoitos alemães a acompanharem delicioso chá ou café da sua preferência!
Deliciem-se...
... servido numa xícara de porcelana floral.
A palavra amar anda vazia, não tem gente dentro dela.
Manoel de Barros
Imagine-se dentro do coração com quem você mais ama.
O amor merece ser atapetado de rubro.
Se encontrarem o amor, corram, não o percam de vista.
Precisando, voe para ser feliz longe dos holofotes, no segredo mais altruísta do viver.
Devaneamos ambos,
aceleramo-nos ao encontro
do nosso airoso amor
do garboso conto de fadas.
Sustentado com impetuosidade
entre açoites, instantes ternos,
afagos meigos inusitados,
de corpo e alma.
Liberto na pele, no coração,
afoitos, demo-nos as mãos,
nossos corações explodem,
nossos corpos nos pedem atenção.
Sequiosos do belo,
de saciarmos a impetuosidade,
de amarmos, sermos amados,
de admirarmos, sermos admirados.
Percorremos frescos vergéis interiores,
ascendemos a um percurso perfumoso,
entre intervalos de amor gratuito,
saboreamos, com alegre êxtase.
A correria à convergência
do nosso primoroso amor,
decorrido o tempo mais afeiçoado
das nossas vidas em seu desenlace.
Sede saciada, afeto doado,
oportunidade cheirosa,
desvario amoroso construído,
sustentado com amorosidade intensa.
No auge do nosso amadurecer amoroso,
encontramos um caminho,
não nos perdemos no deserto,
sentimo-nos mimoseados.
No mais puro, onírico concretizado,
na arte de aformosear o coração,
de contemplar a afetividade,
urgia sermos plenamente bem-amados.
Rosélia Bezerra
P.S. Pode se usar letra minúscula no início dos versos, quebrando a regra gramatical, a fim de dar um efeito de continuidade, fluidez e desconstrução ao poema.
Participam conosco da Tertúlia de Amor, que aconteceu a cada dia 1 de cada mês, desde agosto, os queridos amigos: