Zuleika e Tomé gostavam do alvorecer.
Era um momento mágico do dia onde os olhos fechados se despertavam ao presente, deixando para trás o que ficou do dia de ontem.
Eram felizes a cada despertar. Agradeciam a vida nova que pulsava uma vez mais.
Cada tempo, daquela nova possibilidade de serem felizes, era vivido com toda intensidade.
Entre o labor cotidiano e as horas discorridas, aguardavam, serenamente, o pulsar de cada momento.
A tarde já se insinuava tranquila.
O pátio é a declividade pela qual o céu se derrama na casa e era um local de boa prosa... serena,
Tinham consciência da idade avançada de ambos e que a eternidade espera na encruzilhada de estrelas.
O crepúsculo era sempre insinuante.
Há uma hora da tarde em que a planície está prestes a dizer algo; nunca o diz, ou talvez o diga infinitamente, e nós não entendemos...
Eles, porém., entendiam a linguagem das horas, dos minutos, dos segundos...
Por que vibravam ao abrirem seus olhos e conversavam bastante?
Porque eram cientes da efemeridade da vida, pelos sinais, já reconheciam algo que aprenderam há muito tempo: a vida é um sopro.
Para pensarmos:
Quando o fim se aproxima, já não restam imagens da lembrança; restam apenas palavras.

.jpg)
%20(1)%20(2).png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário