A partir das palavras em negrito escrever um texto, um poema, um comentário sobre o amor e o desamor.
(Confiram o texto da Marta no link dela abaixo do post)
Meu texto:
O Amor é cego e matou-me?
Se assim o fosse, eu diria que fui joguete nas tuas mãos...
O Amor não é pedaço, quinhão , migalhas, tico, naco. Caso contrário seria desencanto, se me deixasse destroçada, humilhada.
Seria a fúria que me corrompe a alma.
Muitas vezes, o Amor se regala com o pouco que se torna muito para nós.
Eu grito: _ onde errei, para que Deus me tirasse você tão precocemente?
Não sinto vergonha de mim, só se tivesse me apropriado daspalavras ofensivas com quedestruí as amizades de outrora.
Sou absorvida da solidão que enche a minha vida, pela ausência tua que invade todos meus espaços da mente e do coração.
No Amor, porque te quis amar por completo, sou intensa e carinhosa, não amo pela metade, foi tudo muito lindo para mim, inesquecível, surpreendente. Porque o Amor tem que ser assim.
Se tivesse sido egoísta, fosse um ser que amasse a si próprio e maltratasse tanto os outros, teriajá perecido, mas Deus tudo vê, tudo muda, enche meu 💙 de Amor, derrete meus gelos, preenche meus espaços vazios, com ternura angelical, lota meu ser de ternura imensa, sinto-me plena, sou toda Amor.
Não me arrependo as horas que não vivi por mim, muito pelo contrário, foi um tempo permitido por Deus para que eu aprendesse a magnanimidade do Amor, a grandeza que é pensar mais no outro do que em mim. É altruísmo puro. Ouro fino de Ofir.
Fui cega por Amor e deixei que me matasse, fizesse morrer em mim o amor pequeno e sem sentido, fez viver em meu💙 um Amor Grande, Bonito e Dedicado.
Assim sendo, carrego em meu peito, um sentimento lindo que a vida me arrancou da presença física, mas que ninguém fará com que se extirpe a pureza do meu eu, o sentimento mais nobre do mundo que me invadiu.
O Amor puro e verdadeiro é eterno, muito além do que a maioria experimenta, do abominável e mesquinho "enquanto dure".
Elisa era uma mulher do mar, Tomé também. Tinham por combinação residirem sempre próximo à imensidão das águas azuis que, por vezes, se tingiam de verde clarinho.
Eles, em dias frescos de verão, sentavam na areia para verem o pôr-do-sol encantador.
Pelas manhãs, adoravam sair cedinho a caminhar de mãos dadas pela areia numa orla linda de muitos quilômetros.
Acontecia várias vezes, por morarem num lugar pitoresco, entre o desembocar do rio e mar, com o portinho dos barcos muito perto, se depararem com o retorno dos pescadores com suas redes cheias de pescados de todo tipo, fruto do trabalho árduo de uma noite escura que era iluminada por um belo farol da barra.
Por vezes, compravam peixe fresquinho para o almoço. Era o prato predileto de Elisa que o fazia de duas modalidades, frito ao amado Tomé e moqueca para ela.
Um dia, se mudaram para o campo, por comum acordo também. Queriam viver perto das montanhas e do verde para plantar e viver a vida em idosos o mais natural possível.
De vez em quando, confabulavam sobre a saudade que sentiam do mar sagrado.
Como era profunda a lembrança da vida de antigamente.
Minimizavam tal sentimento indo visitar, de tempos em tempos, os amigos que por lá deixaram.